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Terremoto na Colombia deixa mortos e mobiliza resgate

O forte terremoto que atingiu a Colômbia A Colombia enfrenta uma grave crise humanitária após ser atingida por um forte terremoto de magnitude 7,4 na última segunda-feira, dia 10 de agosto de 2026. As equipes de resgate e voluntários trabalham…

A Administrador Atualizado em 27/08 12:57 5 min leitura 👁 23 visualizações

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Equipes de resgate trabalham nos escombros após terremoto na Colombia

O forte terremoto que atingiu a Colômbia

A Colombia enfrenta uma grave crise humanitária após ser atingida por um forte terremoto de magnitude 7,4 na última segunda-feira, dia 10 de agosto de 2026. As equipes de resgate e voluntários trabalham intensamente nas buscas por sobreviventes sob escombros de edifícios que desabaram em diversas cidades do país. O abalo sísmico ocorreu por volta das 7h34 no horário local e foi classificado pelas autoridades geológicas como o mais forte registrado na última década.

O balanço oficial aponta que pelo menos 181 pessoas morreram, 2.595 ficaram feridas e 195 continuam desaparecidas em decorrência do tremor de terra. O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o epicentro do abalo ocorreu próximo ao município montanhoso de San José del Palmar, localizado na Cordilheira Ocidental. Apesar da proximidade com o epicentro, o prefeito local informou que não houve mortes ou feridos registrados na pequena cidade de aproximadamente 5.907 habitantes.

Impacto do tremor na infraestrutura da Colombia

O terremoto que assolou a Colômbia teve uma profundidade estimada em 103 quilômetros, considerada intermediária pelos especialistas em sismologia. Esse fator geológico de profundidade evitou uma tragédia ainda maior, se comparado a eventos rasos como o que atingiu a Venezuela anteriormente. No entanto, os tremores secundários de magnitude 2,8 e 4,8 continuaram a assustar a população e a dificultar o trabalho das equipes de socorro.

Os reflexos do abalo sísmico na Colômbia foram sentidos em praticamente todo o território nacional e também em nações vizinhas, como o Panamá e o Equador. Na província equatoriana de Pichincha, moradores relataram tremores significativos na capital Quito durante a manhã de segunda-feira. Até mesmo no Brasil, residentes de Manaus, no Amazonas, utilizaram as redes sociais para relatar que sentiram os efeitos do abalo físico a milhares de quilômetros de distância.

Cidades mais afetadas pelo desastre na Colômbia

A Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia confirmou que as províncias mais afetadas pelo evento foram Chocó, Valle del Cauca, Risaralda e Caldas. O maior número de vítimas fatais e feridos concentra-se na região cafeeira, especialmente na cidade de Pereira, capital do departamento de Risaralda. Vídeos verificados mostram o desabamento de pelo menos um edifício na Plaza Bolívar, a principal praça pública da localidade, gerando pânico entre os pedestres.

Na cidade de Cali, que é a terceira maior da Colômbia, as autoridades registraram o desabamento de pelo menos trinta e dois prédios residenciais e comerciais. O sistema hospitalar local entrou em colapso após quatro grandes instituições de saúde de alta capacidade precisarem evacuar todos os seus pacientes devido a danos estruturais. A Secretaria de Saúde de Cali informou que há pouca probabilidade de reabertura dessas unidades médicas nas próximas horas, agravando o atendimento aos feridos.

Em Manizales, município localizado a cerca de 100 quilômetros do epicentro, o prefeito Jorge Eduardo Rojas confirmou duas mortes e a destruição de mais de 12 prédios. Uma das torres da histórica catedral da cidade, construída na primeira metade do século passado, desabou parcialmente com a força do tremor. O prefeito declarou que os recursos municipais de resposta estão completamente sobrecarregados diante dos vazamentos de gás e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Resposta do governo da Colômbia e ajuda

O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de calamidade pública em todo o território nacional para agilizar o atendimento às vítimas. O mandatário, que havia assumido o cargo na última sexta-feira, cancelou compromissos para coordenar pessoalmente as ações de emergência a partir de um Posto de Comando Unificado em Bogotá. Essa medida extraordinária concede poderes especiais ao Executivo para realocar orçamentos e mobilizar agências governamentais de forma prioritária nas áreas mais devastadas.

A comunidade internacional agiu rapidamente para enviar ajuda financeira e humanitária à Colômbia após o anúncio dos primeiros relatórios de danos. O governo dos Estados Unidos anunciou a doação de US$ 15,5 milhões para apoiar as ações de emergência, fornecendo abrigo e alimentos para as famílias desabrigadas. Adicionalmente, instituições financeiras como o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco de Desenvolvimento da América Latina anunciaram repasses que somam mais de um milhão de dólares.

Diversos líderes da América Latina também manifestaram solidariedade e ofereceram suporte logístico e equipes de resgate para atuar na Colômbia. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum colocaram seus respectivos países à disposição para prestar o apoio necessário. Países vizinhos como a Venezuela e o Equador também disponibilizaram equipes especializadas em busca e salvamento, enquanto El Salvador ofereceu pessoal e equipamentos modernos para colaborar nos escombros.

Impacto nos transportes e aeroportos da Colômbia

A infraestrutura de transportes da Colômbia sofreu sérios impactos, resultando na suspensão temporária das operações em pelo menos sete aeroportos regionais do país. A Autoridade de Aeronáutica Civil confirmou que os terminais de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago, Buenaventura e Cali tiveram suas atividades interrompidas por segurança. Engenheiros e técnicos trabalham na avaliação das estruturas físicas para garantir que as pistas e edifícios não apresentem riscos antes da retomada dos voos comerciais.

As rodovias de acesso a diversas cidades montanhosas também foram bloqueadas por deslizamentos de terra provocados pela intensidade do terremoto na Colômbia. O tráfego de veículos de emergência e o transporte de suprimentos médicos enfrentam sérias dificuldades para alcançar as comunidades mais isoladas da Cordilheira Ocidental. As autoridades de trânsito recomendam que a população evite deslocamentos desnecessários e consulte os canais oficiais para obter informações atualizadas sobre a liberação das estradas.

A

Administrador — Redação Essentia News

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