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Ume capta R$ 500 milhões em FIDCs para ampliar crédito

A captação histórica realizada pela fintech Ume A fintech brasileira de crédito digital Ume anunciou nesta quarta-feira (12/8) uma grande captação de R$ 500 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios…

Atualizado em 14/09 14:52 5 min leitura 👁 20 visualizações

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A captação histórica realizada pela fintech Ume

A fintech brasileira de crédito digital Ume anunciou nesta quarta-feira (12/8) uma grande captação de R$ 500 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Segundo a empresa, a demanda pela operação superou significativamente o volume inicialmente ofertado ao mercado financeiro. Grandes instituições como Itaú, Bradesco, XP (Augme), Milenio, Verde e Credit Saison participaram ativamente dessa captação de recursos. Esse movimento estratégico demonstra a robustez da startup em atrair grandes players do setor bancário e de investimentos nacional.

Com a nova operação estruturada, a Ume pretende ampliar de forma consistente sua atuação no mercado de capitais brasileiro. A fintech oferece uma tecnologia inovadora para que varejistas, marketplaces e empresas de serviços concedam crédito diretamente aos seus próprios clientes finais. Dessa forma, essas companhias parceiras não precisam construir uma estrutura financeira própria, o que reduz custos operacionais e acelera a digitalização dos serviços de pagamento. O modelo de negócios focado em desburocratização tem atraído cada vez mais parceiros comerciais em todo o território nacional.

O cofundador da Ume, Theo Ramalho, destacou em nota oficial que a empresa iniciou o ano com um FIDC de R$ 150 milhões. A forte demanda dos parceiros de negócios acelerou a necessidade de realizar essa nova captação de R$ 500 milhões. Ramalho afirmou que esse recurso fortalece diretamente o varejo brasileiro em um momento complexo para o setor econômico. O cenário atual é marcado por juros elevados e diversas incertezas macroeconômicas que afetam o consumo das famílias. De acordo com o executivo, o volume captado permitirá gerar mais de R$ 1 bilhão em receita adicional aos parceiros comerciais.

A tecnologia de inteligência artificial da Ume

A plataforma tecnológica desenvolvida pela Ume opera de maneira integrada com modernos agentes de Inteligência Artificial (IA). Essa tecnologia avançada permite automatizar uma parte expressiva das operações financeiras cotidianas e ampliar a escala de concessão de crédito de forma segura. Além disso, o sistema permite que as empresas parceiras ofereçam produtos financeiros customizados diretamente aos seus consumidores finais. A automação inteligente otimiza a análise de risco de crédito e agiliza a aprovação de limites para os compradores no ponto de venda.

Antes de estruturar o FIDC recente de R$ 150 milhões, a Ume já havia captado e estruturado um fundo de aproximadamente US$ 20 milhões. Esse histórico de captações sucessivas evidencia a trajetória de crescimento acelerado da startup no ecossistema financeiro da América Latina. A evolução constante da plataforma tecnológica tem sido um diferencial competitivo para atrair fundos de investimento globais e locais. Com a consolidação de sua infraestrutura digital, a empresa se posiciona como uma das principais referências em soluções de crédito integradas para o varejo físico e digital.

O crescimento dos FIDCs no mercado brasileiro

O movimento recente de captação da Ume ocorre em um cenário de forte avanço dos FIDCs entre as fintechs de crédito no Brasil. No primeiro semestre deste ano, esses fundos específicos captaram R$ 30,6 bilhões líquidos no mercado financeiro nacional. Os dados foram divulgados oficialmente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Esse montante expressivo reflete a busca crescente de investidores por ativos estruturados que ofereçam rentabilidade e segurança jurídica no cenário econômico atual.

Além disso, o instrumento do FIDC ganhou um espaço altamente relevante entre as fontes de captação das fintechs de crédito atuantes no país. A pesquisa intitulada "Fintechs de Crédito Digital 2026", realizada pela consultoria PwC, corrobora essa tendência de mercado. O estudo mostra que a participação desse instrumento financeiro passou de 15% para 25% do total de empresas analisadas. Para o ano corrente, cerca de 65% das fintechs consultadas no levantamento consideram o FIDC como uma fonte prioritária de captação de recursos.

Outras captações relevantes no setor financeiro

O cenário de captações robustas não se limita à Ume e engloba outros players importantes do mercado de tecnologia financeira. Em maio, a Robbin, fintech fundada por executivos egressos do Itaú, anunciou a conclusão de uma rodada seed de US$ 8 milhões. Paralelamente a essa rodada, a empresa estruturou um FIDC expressivo de US$ 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 502 milhões. Essa operação foi realizada em parceria com a Augme Capital, renomada gestora vinculada à XP, com o objetivo de financiar sua plataforma de crédito e pagamentos B2B.

Outro exemplo de dinamismo no setor ocorreu em fevereiro com a Zippi, fintech que oferece crédito para micro e pequenos empreendedores. A empresa realizou com sucesso a terceira emissão de seu FIDC, alcançando o montante de R$ 220 milhões de reais. Esse movimento demonstra como o mercado de capitais tem sido um motor fundamental para o crescimento de soluções financeiras voltadas a pequenos negócios. A consolidação dessas operações de crédito estruturado reforça a maturidade do ecossistema de fintechs brasileiras diante dos desafios macroeconômicos globais.

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